top of page

Diretora do Instituto Ambiental Reluz fala sobre a edição 2026 do Programa Reluz na Estrada na Tribuna da ALES.

  • Foto do escritor: Renata Bomfim
    Renata Bomfim
  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

No dia 02 de abril a Diretora do Instituto Ambiental Reluz fez uma comunicação na Tribuna Livre da ALES sobre o atropelamento de animais nas rodovias. O Reluz na Estrada é um programa contínuo do Instituto Ambiental Reluz que atua desde 2019, e conta com um conjunto de ações coordenadas que objetivam alertar e sensibilizar a sociedade e motoristas para a questão do atropelamento de animais nas estradas e sobre o prejuízo incalculável que essa perda provoca para a biodiversidade. Nas escolas, o programa busca trabalhar temas como a empatia, a cooperação e outros valores caros à formação dos atuais pedestre e ciclistas e futuros condutores.


Os impactos negativos do atropelamento de animais sobre a natureza, ecoam nos âmbitos social, político e econômico, além de impactar sobremaneira na saúde pública. As estradas cortam a paisagem, dividem florestas, campos, rios e, os animais, que outrora transitavam livremente agora se veem encurralados em fragmentos florestais, isolados de recursos essenciais a sua sobrevivência e com suas rotas migratórias temerárias, tornadas verdadeiras armadilhas de morte.


No Espírito Santo as estradas cortam vastas áreas de matas na cidade, mas especialmente nas zonas rurais, assim como atravessam Reservas ambientais e uma reserva Biológica, em Sooretama. O estado capixaba tem tido um desenvolvimento pujante, e esse crescimento tem demandado a construção de novas estradas e rodovias, fazendo com que a pressão sobre a flora e a fauna se intensifique e nesse momento, há ainda a duplicação de rodovias. A MORTE DE ANIMAIS POR ATROPELAMENTO ESTÁ SENDO CONSIDERADO UM DOS MAIORES FATORES DE PERDA DA BIODIVERSIDADE NA ATUALIDADE. Estima-se que sejam atropelados no Brasil cerca de 17 animais a cada segundo, o que corresponde a 1.300.000 animais por dia e a 475.000.000 animais por ano, sendo que a maioria desses atropelamentos, cerca de 50%, acontecem na Região Sudeste[2]. Não podemos deixar de destacar que, assim como os animais da fauna, vários animais domésticos também são vítimas de atropelamento. 


A comunicação destacou que existem experiências exitosas, que nem são tão caras assim, que mostram que o atropelamento de animais pode ser mitigado, uma delas a passagem de fauna. Tuneis, viadutos, pontes, passarelas, cercas de contenção, entre outros, aumentam a segurança viária prevenindo atropelamentos e salvando vidas. Além de os animais poderem se deslocar livremente, essas estruturas facilitam o fluxo de genes entre as populações, fomentando o equilíbrio ambiental.


Renata chamou a atenção ainda para outros problemas para os quais é preciso buscar soluções, entre eles, a falta de estratégias de monitoramento da fauna nas estradas que registre sem subnotificação as espécies e o quantitativo de atropelados e clareza para onde encaminhar os animais que ainda puderem ser salvos.


Essa Tribuna livre foi solicitada pela Deputada Estadual Janete de Sá.

 

 
 
 

Comentários


Criação Renata Bomfim © 2021 Instituto Ambiental Reluz.

bottom of page